Bem-Vindo!

O Dama da Noite como todos sabem fechou as portas no lindo casarão da Gomes Freire no ultimo dia do ano de 2005 mas o nome já é referencia cultural e de boa musica. Por isso estaremos ocasionalmente recomendando eventos e shows que merecerem o nosso apoio. Vejam fotos
http://picasaweb.google.com/marcia.dantonio/DamaDaNoite#

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fotos de eventos 10 e 12 de Dezembro


As verdadeiras Bipetes e Alfredo discursando emocionado





Alfaiate e Luiz Pimentel


Aniversário do Bip Bip. Grande Alfredinho, Parabéns! 40 anos!














Lançamento da camiseta do Simpatia Quase Amor
Ziraldo autografando as camisetas e Mestre Penha distribuindo simpatia com sua esposa, a rainha da bateria!
Ari do Cavaco sempre presente.





Fotos da Roda de Partido alto na livraria Folha Seca- 10/12
Roda da melhor qualidade! Marquinho China e Tantinho. Na "cozinha" Pedro Amorim, Marcelinho Moreira, Pretinho e Luiz Felipe no violão, quer mais? Para que? Tudo isso na linda Rua Ouvidor. Ah, tem mais era aniversário da Eugenia!






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lançamento da camiseta do Simpatia Quase Amor

Parece que já começou o movimento dos blocos! Essa sabado temos lançamento da camiseta do meu bloco preferido. Simpatia Quase Amor! Veja a divulgação abaixo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Marcos Novato e Pimenta de Garaffa no Bar da Ladeira



Show no Bar da Ladeira no dia 11?12 Sucesso!













Essa semana o destaque vai para o Marcos Novato e Pimenta de Garrafa no Bar da Ladeira, minha estréia como "produtora". Coloco entre aspas porque não me considero uma produtora, respeito muito a profissão para achar que eu possa exercer. Mas desde de que o Dama da Noite fechou que vários grupos me fizeram essa proposta e eu nunca aceitei. Agora, como estou com tempo disponível, resolvi aceitar o convite do Marcos. Ele tocou durante dois anos no Dama e além de ser um ótimo musico, é um profissional sério e merece o investimento. Então topei fazer essa tentativa e a estréia vai ser quinta feira, 11/12 no Bar da Ladeira. O bar é super simpático, tem cerveja de 600ml Skol a R$4,00.Conto com a presença de todos! O grupo vem fazendo muito sucesso nas sextas do Informal e nos sábados de Feira do Lavradio é sempre o bar mais animado. Veja as fotos do sucesso no Informal na feira e fotos do Bar da Ladeira acima. Eles prometem não deixar ninguém parado!

E vamos as outras dicas para a semana, que está animada! Tem Jongo da Serrinha no Carioca da Gema,Marquinho China e Tantinho versando, Aniversário do Bip Bip e mais... confiram abaixo!

E não se esqueçam do Reveillon no Lagoinha com Edu Krieger e Nicolas Krassic, garantam seus ingresso, está acabando os convites! Veja mais informações no blog. http://damadanoiterecomenda.blogspot.com/2008/11/reveillon-lagoinha-2009.html

Terça Feira 09/12 Carioca da Gema- De Serra a Serrano

De Serra a Serrano com Paulinho Fuleiro e o grupo Prazer da Serrinha. O convidado nesta terça Tia Maria e as meninas do Jongo da Serrinha. A roda que estreou na semana passada, foi um sucesso. Recomendo chegarem cedo e jantarem, tem uma comida super gostosinha. Já se acomodem e se preparem para sambar a noite toda. Paulinho Fuleiro é neto do grande Mestre Fuleiro, o fundador da "Ala dos Cabelos Brancos" e do próprio Império Serrano. Ele, que é percussionista de Ivone Lara e Dudu Nobre, interpreta sucessos de seu avô como "Não me perguntes" e "O que seus olhos tem".
Paulinho Fuleiro e o Grupo Prazer da Serrinha - 21h
Convidado: Tia Maria do Jongo e as meninas do Jongo da Serrinha

Caso prefiram comer no final ou tb no final... Não deixem de ir na Pizzaria em cima da Carioca, Encontros Cariocas. Não sou muito de pizza, mas a de lá eu amo. E tem uma entradinha que chama "encontros cariocas" que super recomendo. A minha pizza favorita recomendada pelo dono desde a inauguração ( nunca troquei) é a calabresa com bordas de catupiry ...hum, muito bom! Confiram detalhes e fotos no site
http://www.barcariocadagema.com.br/bar.htm


Quarta Feira 10-12 Marquinho China e Tantinho da Mangueira no lançamento na livaria Folha Seca.
Para que gosta de partido algo versado ou para quem não conhece e quer conhecer, a hora é essa! Os dois são fera, como disse a Eugenia ( samba-choro) na divulgação abaixo, " duelo de titãs" , naõ deixem de conferir!
"Nesta quarta (10) será lançado na livraria Folha Seca (Centro do Rio) o livro/cd "Na Ponta do Verso - Poesia de improviso no Brasil". Presentaço de Natal para quem é apaixonado pela cultura brasileira. Trata-se de uma coletânea de gravações e artigos sobre alguns gêneros ou formas de poesia oral improvisada presentes no Brasil
O partido alto, é claro, não poderia ficar de fora quando o assunto é poesia oral. O artigo do livro que trata do assunto foi escrito por Nei Lopes, mestre no assunto. E... o lançamento nesta quarta contará com uma roda de partido com Tantinho da Mangueira e Marquinho China. Quem já os viu versando sabe que será um duelo de titãs!
Horário: das 18 às 22 horas
Grátis
End.: a Folha Seca (fica na Rua do Ouvidor, 37, Centro (onde rola o Samba da Ouvidor)." mais informações no site www.samba-choro.com.br
Depois podem ir p Lapa no Semente ver Marlon Mozer e Henri Lentino. Garanto musica de qualidade com esses dois! Divulgação do Marlon abaixo:
"Galera, amanhã, dia 10, estarei tocando com Henry Lentino (bandolin), e Berbel (percussão), no Semente na Lapa.
Muito som instrumental!
O Semente fica na rua Joaquim Silva, 138, em frente aos Arcos da Lapa.
Começa as 22h.
Todo mundo lá!!!
Grande abraço!!!a"

Quinta Feira 11/12 - Marcos Novato e Pimenta de Garrafa

Mexendo em um caldeirão sonoro chamado Brasil, Marcos Novatto e a sua trupe apimentada, abrem a tampa da garrafa com um swing gafieirado que passeia por vários clássicos do samba e do forró, e quebram a garrafa com uma mistura explosiva que vai do sambalanço às marchinhas de carnaval
Quinta Feira
, as 20hs

Bar da Ladeira
Rua Evaristo da Veiga 149, Lapa
Tel:2224-3236
Info: /
www.bardaladeira.com.br

Sexta Feira 12-12 - LEANDRO FREGONESI no Sacrilégio comemorando 5 anos de carreira

Leandro Fregonesi retorna ao Café Cultural Sacrilégio para celebrar os primeiros cinco anos de sua carreira, com um show especial no palco da casa onde se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro.
Acompanhado pelo grupo Santo Forte, Fregonesi canta novos arranjos para grandes sucessos e o que de melhor aconteceu desde que lançou seu primeiro álbum, em 2003.
O repertório inclui sambas de “Festa das Manhãs” (selecionado ao Prêmio TIM 2007) e algumas inéditas, da nova safra de obras do artista que acaba de vencer o Festival “Bota Pra Fazer Música”, na categoria samba, por unanimidade do júri formado por especialistas do gênero.
Café Cultural Sacrilégio http://www.sacrilegio.com.br/
Av. Mem de Sá, 81 - Lapa - Sexta, 12/12, às 22:30h
Reservas e informações: (21) 3970-1461 e 2222-7345

Sábado 13-12
Aniversário do Bip Bip!
Já falamos tudo sobre esse bar ( vejam postagem de Nov) que faz parte da historia do samba nessa cidade e está lançando um livro contando todas as historias nesses 40 anos. A partir das 18h a festa vai rolar por lá!
Pelo jeito teremos praia, então já vamos direto!

Domingo 14-12 Wilson Moreira no Candongueiro com feijoada. Nosso querido Wilson que esta fazendo aniversário é a atração desse domingo com aquela roda maravilhosa do Candongueiro. Essa roda rola uma vez por mês aos domingos as 14h para ver se nós, freqüentadores desde a inauguração temos vez , porque os sábados estão cada vez mais lotados. Mesmo assim vale a pena. Voltei a ir e fico como nos velhos tempos ao redor da roda junto com a garotada linda, curtindo o samba que continua da melhor qualidade. Tive o prazer de ver Marquinho China com Tantinho e por ultimo Zé Luiz, tudo de bom!
Estrada velha de maricá, 1154. Confiram no site www.candongueiro.com.br

domingo, 7 de dezembro de 2008

Outra preciosidade que eu achei no blog do Marceu Vieira http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/marceunalapa/

Uma cronica tirada do seu livro ( eu sabia que ele é compositor, mas não sabia que tinha um livro de cronicas) "Nada não e outras crônicas", Editora Mauad.

Muito triste, real e bonita essa cronica. Vale pena ler e comprar o livro, pois como essa devem ter outras. Já comprei!

"Em Copacabana

Comprava dois exemplares do mesmo jornal todas as manhãs sem perceber que era mais um gesto em seu cotidiano saturado de manias. Sequer os abria. Deixava-os empilhados no banquinho próximo à porta da cozinha, ao lado da pia, de onde ganhavam o mesmo destino, sempre às terças-feiras, dias em que recebia sua única visita da semana, a da faxineira.

Fazia isso há 12 anos, desde a morte da mulher, mas ainda não tinha se dado conta de que o hábito perdera o sentido. Pelo menos até aquela manhã, quando acordou com a sensação de que não só essa, mas muitas outras manias haviam deixado de ter razão.

Não gostava de ler jornais já mexidos. Por isso, comprava dois - um para ele, outro para a mulher. E, desde que ela morreu, sem lhe deixar filhos, manteve a rotina. Primeiro, pelo apego à convivência de 40 anos de um casamento que ele supunha feliz. Depois, simplesmente, por não atinar para a nova realidade de viúvo solitário.

Desistira da comodidade das assinaturas porque, pelo menos uma vez por semana, o distribuidor estranhava a dupla encomenda e lhe mandava um só exemplar. Nessas vezes, telefonava enfurecido para o jornal e só conseguia domar a ira depois que lhe mandavam um sobressalente. Sentia-se tão violentado com o esquecimento que a repetição do descuido o levou a comprar os jornais na banca da esquina.

O jornaleiro não estranhava mais. Ele chegava e nem precisava pedir. Os dois exemplares iam logo sendo acomodados dentro do saco plástico, mal sua presença era notada. No início, ainda perdia algum tempo na esquina, retirando os jornais da sacola para dar, ali mesmo, uma passada de olhos nas manchetes de primeira página. Mas, ultimamente, nem isso fazia. Voltava para casa e os depositava no banquinho de sempre sem os abrir.

Não era a única mania. Todos os dias, por volta das 8h, parava no mesmo botequim da Rua Bolívar, pedia o café com leite "mais escuro do que claro" de sempre e reclamava se a xicrinha servida não fosse a que ele havia comprado para deixar ali. Sabia quando o tentavam enganar. A dele, como repetia diante do balcão, tinha um pequeno lanho na asa, feito por ele próprio com a ajuda de uma faca pontuda.

Em casa, a faxineira se aborrecia com sua insistência com os mesmos dois pares de toalha de banho, bordados com as iniciais dele e da falecida. Se calhasse de os dois estarem sujos ao mesmo tempo, ralhava com a empregada, que deveria ter o cuidado de lavar semana sim um, semana não o outro.

Também franzia a testa e resmungava coisas inaudíveis se a faxineira retirasse da mesinha de cabeceira os dois vidros de perfume que ele e a mulher usaram nos últimos anos de convivência - o dele, um Dakkar já vazio; o dela, um Courréges pela metade e já quase sem cheiro.

Sentia-se só, mas não buscava remédios que lhe amenizassem o sentimento. Preferia a solidão aterradora às conversas sem compromisso a que velhos iguais a ele se entregavam nos fins de tarde na praça de duas ruas adiante. Freqüentava a praça - mas se sentava longe e, em vez da conversa ou do jogo de cartas, atirava milho aos pombos.

Os antigos amigos de repartição , de quem gostava mais, tinham sumido depois da aposentadoria. Ou morrido. O telefone de casa só tocava quase que por engano ou uma vez a cada duas ou três semanas, quando a única sobrinha, filha de sua única irmã, também já morta, ligava para saber "se o tio ainda estava vivo", como ela gostava de brincar.

Já havia passado dos 80, e a lembrança da idade era, para ele, um doloroso exercício de memória. Tinha medo de morrer, mas mentia a si mesmo e aos poucos companheiros de caminhada no calçadão, dizendo que a morte significava a decomposição natural não apenas das boas coisas, mas também das dores e dos fracassos acumulados ao longo da existência. E que essa certeza o consolava.

Naquela manhã, no entanto, não desceu para caminhar no calçadão nem para comprar os dois jornais. Também não apareceu no botequim da Rua Bolívar para tomar o café com leite "mais escuro do que claro", nem para dar milho aos pombos na pracinha adiante.

Era uma terça. A faxineira abriu a porta com o telefone já tocando na sala, incomodada com o som alto da campainha sem ter quem a ouvisse. Era a sobrinha, querendo saber "se o tio ainda estava vivo". Dessa vez, a teimosia do telefone não dava certeza.

Não estava. Abraçado aos dois pares de toalhas com as iniciais dele e da mulher, segurando nas mãos juntas o frasco vazio de Drakkar e o de Courréges pela metade, fazendo uma pilha de jornais repetidos de travesseiro, parecia dormir na cadeira de balanço, diante da cama ainda feita da véspera.

O inusitado de sua morte mereceu um registro de cinco linhas no jornal que comprava e já não lia.

Extraído do livro "Nada não e outras crônicas", Editora Mauad, de autoria do dono do Botequim."

Fases do coração ( Edu Krieger /Moyseis Marques)

Agora que estou no universo dos blogs, estou lendo alguns blogs para aprender com eles... e venho descobrindo coisas lindas. No blog do Moyseis Marques http://jacarecansado.blogspot.com , que escreve lindos e inteligentes textos, vi essa musica e me encantei com ela. Queria dividir com vcs! Pura emoção e sensibilidade, tb esses dois juntos não podia dar em outra coisa, né?

"Fases do coração ( Edu Krieger / Moyseis Marques )

Coração em liberdade inocente vai bater
Aprecia novidade, ansioso em ver pra crer
Cada passo uma aventura, cada laço uma fissura
Cada dor uma tortura, cada perda uma loucura

Coração que quando sofre, nem por Deus volta ao normal
Nem Xangô, nem santo Onofre, nem Igreja Universal
Nem viola em lua cheia, nem mudança de postura,
Nem Cartola, nem Candeia que ameniza, mas não cura

Chora, implora, apela, faz até confusão
Para, repara, compara e faz a modificação

Já não mais desesperado, degustada a solidão
Coração resignado, unha e carne com a razão
Pelo gosto da amargura, pulsa mais desconfiado
Tem corrente e cadeado em sua própria ditadura

Coração tão calejado, tanto tempo, quanto canto
Permanece adulterado, afogado em novo pranto
Mergulhou na indiferença, fez do medo uma vaidade
Se privou da recompensa de ter mais felicidade

Cresço, esqueço, atendo `as fases do coração
Bamba, num samba, do impasse nasce mais uma canção"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Trem do Samba! Primeiras fotos e impressões

Esse ano não deu para encarar e ficar até madrugada, a minha galera não me acompanha mais, estão velhos e chatos... que pena... Vivemos grandes momentos nos anos anteriores. Não tive coragem de ficar por lá e rodar todas as rodas e biroscas como fiz nos outros anos sem parceiros de fé. Cheguei em Oswaldo Cruz e não tive como ultrapassar a barreira de pessoas que ficam na frente do palco e nas barracas. Era muiiiiiiiiiiita gente. Que saudade de quando não tinha esse palco e essas barracas e tanta gente... mas é o preço do sucesso. Enfim voltei dali mesmo.
Quem sabe ano que vem? Conversamos um pouco com uns diretores da Super Via que esbarramos na hora de voltar sobre a falta de estrutura da estação de Oswaldo Cruz para receber esse evento que a cada ano aumenta. Ele confessa que a estação não tem estrutura e disse que já ofereceu a estação de Madureira. Mas a tradição está em Oswaldo Cruz. Será que seria viavel mudar para Madureira? Terra da Portela e Império Serrano? È um caso a se pensar...
Mas foi lindo ver o povo presitgiando o samba.
Essas são as fotos do Trem e de Oswaldo Cruz que eu consegui. Quem quiser me enviar mais, serão bem vindas! E Viva Luiz Carlos da Vila, que com certeza estava presente! Nossa querida Jane, sua esposa estava lá prestigiando a memória do marido.


































































Essas são as fotos que consegui tirar com o meu humilde celular na central do Brasil. Todo mundo estava lá! Clima de festa. Velhas Guardas, Wilson Moreira, Agrião, Dorina, Lan e muitos outros. Didu Nogueira no palco fazendo lindamente as apresentações e nós só curtindo a festa!